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A importância do ponto de colheita na fruticultura

A importância do ponto de colheita na fruticultura

A importância do ponto de colheita na fruticultura

Os frutos continuam vivos após a colheita e uma série de processos metabólicos continua ocorrendo, levando ao consumo de energia advinda das reservas internas e a consequente redução da qualidade.

A qualidade potencial de um fruto é pré-determinada em função das características de cada variedade, das condições de cultivo, dos procedimentos de colheita e do ponto de colheita, dentre outros fatores.

Alguns frutos devem ser colhidos completamente maduros, quando exibem as características de qualidade requeridas para o consumo. Estes frutos são geralmente classificados como “não climatéricos”. Frutas cítricas, uva e melancia são alguns exemplos deste grupo. Outros frutos podem ser colhidos ainda verdes e o amadurecimento ocorrerá no fruto separado da planta. Estes frutos são geralmente chamados “climatérios”. Banana, mamão, manga e abacate representantes típicos deste grupo.

Nos frutos climatéricos, o ponto ideal de colheita é definido como a “maturidade fisiológica”. Uma vez colhido neste estádio, o fruto, supostamente, desenvolve plenamente suas características de qualidade. Entretanto, isso é variável de uma espécie para outra e muitos fatores estão envolvidos. Além disso, a identificação da maturidade fisiológica não é tão simples, especialmente porque o ponto de colheita deve estar baseado em indicadores que possam ser facilmente reconhecidos pelos colhedores. Estes indicadores devem apresentar boa correlação com as variáveis de qualidade interna, tais como firmeza da polpa, teores de sólidos solúveis e de ácidos orgânicos, dentre outras. Os indicadores de colheita mais comumente utilizados são coloração e aparência externas. Em espécies nas quais é realiza uma única colheita por safra, é possível adotar análises destrutivas que avaliam diretamente a qualidade interna.

Adicionalmente há de se considerar que a demanda por longo período de comercialização aliada à falta de condições adequadas de conservação, levam à colheita dos frutos em estádio precoce de amadurecimento o que causa sérios prejuízos à qualidade dos frutos. São muitos os exemplos desta situação no mercado interno, tais como mamão, melão e manga. Na maioria das espécies, quanto mais maduro o fruto é colhido melhor será a qualidade final em termos de gosto, aroma e propriedades nutricionais.

O desenvolvimento e a utilização de tecnologia pós-colheita que preserve a vida útil das frutas, aliado ao emprego de técnicas para identificação, colheita e seleção de frutos visando valorizar a qualidade interna levarão à comercialização de frutas mais saborosas, redução das perdas pós-colheita, maior remuneração para a cadeia produtiva e maior satisfação do consumidor.

Fonte: Revista Brasileira de Fruticultura
Publicada: 24/04/2015

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